Ethan
O beijo termina, mas a fúria não.
Não é minha. É um instinto protetor primitivo que me consome. A maneira como ele a ameaçou, como ele tenta arrastá-la de volta para o pântano que criou… isso me faz querer atravessar a cidade e arrancar aquele sorriso cínico da cara dele.
Hanna ainda está nos meus braços, o coração dela batendo rápido contra o meu peito, mas eu sinto a tensão retornando.
— O que foi, amor? — pergunto, segurando o rosto dela, forçando-a a olhar para mim. — O que sua irmã disse na mensagem?
Ela balança a cabeça, tentando se desvencilhar do pensamento, mas eu não deixo. Porter não vai estragar isso.
— Ele a ameaçou — Hanna murmura, os olhos arregalados de indignação. — A Sabrina. Ele disse que se ele "cair", arrasta as duas. Ele está controlando tudo, Ethan. Ele está jogando.
Minha mandíbula trava, um músculo pulsando perto da têmpora.
— Jogando? Ele não está jogando. Está se afogando — rosno. — E quando se afoga, agarra qualquer coisa para tentar subir. El