Porter
Eu pratico o sorriso no retrovisor antes de tocar a campainha.
Relaxo a postura. Ombros abertos. Expressão calma. O marido perfeito.
A campainha ecoa, e três segundos depois a porta se escancara.
— Porter! — A mãe de Hanna diz, surpresa, mas feliz. — Meu Deus, quanto tempo! Entra!
Entro como se nada tivesse mudado.
Como se a minha vida não estivesse desmoronando pelas mãos de uma garota que tomou decisões precipitadas e influenciada pela pessoa errada.
Como se eu ainda pertencesse àquele