Hanna
Acordo com o braço de Ethan me envolvendo com firmeza, a luz do sol lutando contra as cortinas fechadas. O peso dele sobre mim não é sufocante; é uma âncora que me impede de flutuar de volta para o caos que Porter tentou impor ontem.
O Dia 2 começa com uma sensação de trégua. Uma trégua forçada, talvez, mas que eu aceito de bom grado.
Eu me viro devagar para olhar para ele. Ethan já está acordado, me observando com aqueles olhos verdes profundos que sempre parecem ler minha alma. Havia uma sombra de cansaço em sua expressão, mas a determinação da noite anterior — de que ele cuidaria de tudo — ainda estava lá.
— Dormiu? — pergunto, a voz rouca.
— Sim. Depois de enviar algumas mensagens.
Eu sei exatamente para quem. Para o advogado no Brasil, acionando o contra-ataque contra Porter. A simples ideia de Ethan usando todo o poder dele para me proteger acalma os demônios que Porter cria.
— Obrigada — digo, e a voz falha um pouco. Não só pelo que ele fez, mas pelo que ele é para