Ana
Acordei com uma sensação estranha, quente demais pra ser só o cobertor.
Abri os olhos devagar e, por um segundo, achei que ainda estava sonhando.
A cabeça de Lex estava colada na minha, o braço dele atravessava meu travesseiro e o corpo dele — santo Deus — estava encostado demais no meu.
Fiquei paralisada.
Minha perna estava presa entre as dele, meu braço enfiado de um jeito tão torto que eu nem sabia como tinha parado ali.
Se eu respirasse mais forte, o peito dele subia junto.
— Ótimo, Ana