Ana
Eu já não sentia mais as mãos. Tanto puxar, empurrar, bater… meus dedos estavam vermelhos, latejando. A porta simplesmente não abria. E quanto mais eu forçava, mais parecia que o espaço encolhia, como se o próprio avião tivesse decidido me engolir.
Meu peito subia e descia rápido demais. O ar estava quente, pesado, grudando na minha pele. Eu tinha certeza de que, em questão de minutos, ia começar a surtar de vez.
— Abre, desgraça… abre! — resmunguei, batendo de novo com a palma da mão.
A p