Ana
O café nem tinha esfriado e eu já estava na porta, com uma energia que só quem passou a noite dormindo do lado de um homem bonito e sobreviveu sem surtar podia ter.
Peguei a bolsa, o guarda-chuva (trauma é trauma), e respirei fundo antes de encarar a rua.
O sol estava lá — todo arrogante — brilhando como se nada tivesse acontecido.
A cidade ainda meio molhada, cheiro de chuva misturado com cheiro de esperança.
“Hoje é o dia, Ana. Hoje você vai arrasar.”
Eu falando sozinha de novo. Mas since