Ana
O dia tinha começado normal, até demais. Sol batendo na janela, café morno e minha cabeça tentando fingir que o sonho da noite passada nunca existiu.
Mas bastou a solidão bater de novo pra tudo desandar. Passei na mercearia do lado de casa fingindo que ia comprar algo básico, tipo pão ou leite, mas meus olhos foram direto pras garrafas de vinho na prateleira.
Peguei duas. Porque uma só seria covardia.
Cheguei em casa e fui recebida pelo eco do silêncio. A kitnet parecia ainda mais vazia qu