A chuva fina que descia sobre Genebra naquela manhã de outono fazia os vitrais da mansão Marchand parecerem ainda mais melancólicos. Isabelle acordou com o som abafado dos pingos contra a vidraça. Olhou para o teto esculpido do quarto e sentiu-se anestesiada. O luto não havia passado. Estava impregnado em sua pele, como um perfume denso que não se dissipava.
Ela se levantou mecanicamente, atravessou o quarto e foi direto para a penteadeira da mãe. Escovou os cabelos com a mesma escova de prata