A noite estava pesada. Um céu nublado cobria Maputo como um manto silencioso, e o vento morno arrastava consigo as promessas de mudança. Mel caminhava pela avenida Marginal, os passos incertos, os olhos perdidos na linha onde o mar encontrava o escuro. Deixara tudo para trás — as roupas, os talheres finos, a casa com cheiro a vazio. Tinha apenas a mala e uma alma a descoberto.
Parou num banco virado para o oceano. Precisava respirar. Pensar. Sentir que a decisão tomada não era só um impulso, ma