O fim de tarde em Maputo tinha aquela luz dourada que parecia maquilhar as feridas da cidade, escondendo por breves instantes tudo o que nela doía. Mel estava sentada na varanda do apartamento que partilhava com Luna, observando o céu mudar de cor. Desde o reencontro com Clara e a conversa reveladora no café, sentia-se como uma peça de xadrez a ser movida com cuidado — e os olhos do jogador inimigo estavam sempre sobre ela.
O telemóvel vibrou com uma mensagem inesperada:
“Precisamos falar. Esto