[NARRADO POR ALANA]
A cozinha ainda tava com cheiro de café amargo e provocação no ar.
Aziza tinha acabado de soltar aquela:
— “Tá explicado por que ele se apaixonou.”
E foi aí que a porta do quarto abriu.
Caio apareceu.
Descalço. Sem camisa. Só de bermuda preta baixa, o corpo ainda marcado das pancadas da noite anterior. Mas o olhar... o olhar era de bicho acordado errado. Sobrancelha arqueada, mandíbula travada.
Ele parou na soleira, encarou a gente duas.
— “Tô ouvindo errado ou tu tá