[NARRADO POR ALANA]
O sol nem tinha se atrevido a subir direito, mas eu já tava de pé.
A dor no corpo era um lembrete fresco da noite passada. Não só a porrada, não só o acidente, mas... ele. Caio. Muralha. Fúria e abrigo na mesma pele.
Peguei a camisa dele do chão. Ainda tinha o cheiro dele — pólvora, suor e desejo. Vesti. Fui pra cozinha.
A chaleira chiava no fogão, o café começando a subir. Eu gostava desse silêncio da manhã. Era raro. Como se o mundo ainda estivesse dormindo e eu pudes