O sábado amanheceu abafado, como se o céu estivesse prestes a explodir em trovões. Aurora acordou com a sensação de que algo a chamava lá fora — talvez a urgência de entender o que estava se desenhando dentro dela.
Ela se sentou na cama e ficou olhando para a parede. Ali, pregada com fita, ainda estava a foto antiga que tirou com Helena em um dos seus aniversários. Ela pensou em tirar, mas hesitou. Era parte da história, mesmo que agora doesse.
Desceu as escadas devagar, tentando não fazer baru