A tarde começou sem grandes promessas. O dia se arrastava entre e-mails automáticos e planilhas sem fim, e eu já contava os minutos para o fim do expediente desde as duas da tarde. Rafael passou pela minha mesa e deixou um chocolate em cima da minha agenda com um bilhete: "Pra te impedir de surtar até as 18h". Sorri sozinha. Era bom ser vista, mesmo nos detalhes pequenos.
Mas o que eu queria mesmo era um tempo comigo. E, talvez, com uma fatia de torta e um café bem feito.
Foi assim que, no fi