Voltei à confeitaria dois dias depois. Não planejei. Só aconteceu.
A cidade estava abafada, o trabalho havia sido uma sucessão de microcrises mal resolvidas, e Vanessa tinha conseguido fazer Yves dormir mais cedo. Eu precisava respirar. E por alguma razão que eu ainda fingia não entender, queria — ou precisava — estar naquele lugar de novo.
O sino da porta soou quando entrei, como sempre, mas naquele dia parecia mais alto. Como se o espaço me notasse antes mesmo de eu falar qualquer coisa. Li