Os saltos tocam o chão como promessas. Rítmicos. Precisos. Cada passo é uma assinatura. Aqui, ninguém me chama de Marina. Aqui, eu sou Sara — e todos sabem quem eu sou, mesmo que nunca tenham ouvido meu nome.
O "Vermelho" pulsa como uma extensão do meu corpo. As luzes baixas refletem no piso de madeira encerado, os espelhos nas laterais deformam o tempo. O cheiro de bebida forte e perfume importado cria uma névoa densa. E eu a respiro como quem respira liberdade.
A hostess não pergunta nada.