Tudo que eu nunca quis saber.
O quarto estava mergulhado num silêncio espesso, como se até os móveis estivessem atentos ao que aconteceria a seguir.
Luna estava sentada na beira da cama, o pen drive vermelho entre os dedos. Passara a noite inteira acordada, repassando as imagens, os textos, as anotações. Releu cada palavra como se estivesse tentando encontrar uma explicação razoável, humana, qualquer justificativa que afastasse o que ela já sabia.
Mas não havia desculpa possível. Havia apenas um nome. Um rosto.
E ele