As manhãs em Barcelona tinham um gosto diferente. Era como se o tempo passasse mais devagar ali — ou talvez fosse apenas o modo como Sophia aprendia a viver quando estava ao lado de Luna. O sol atravessava os vitrais coloridos da sacada e desenhava mosaicos no chão da sala. Era ali, entre almofadas espalhadas, livros abertos e o farfalhar dos dias simples, que elas aprenderam o que era paz.
Houve dias difíceis no início. Ajustes de rotina, saudades do Brasil, barreiras com o idioma. Mas também