Epílogo : Luz que veio depois.
Anos depois, uma nova manhã despertava a casa. Havia brinquedos no tapete, espalhados como se tivessem sido abandonados em uma explosão de alegria. Roupas pequeninas penduradas no varal da varanda, secando ao sol, com um leve cheiro de sabão em pó. Uma mochila da escola caída perto da porta, com um chaveirinho de dinossauro balançando ao vento, como se estivesse vivo. E no centro de tudo — como o sol entre constelações — havia uma criança. Ela se chamava Clara. Tinha os olhos curiosos e os gest