Fantasias na mala e memórias na pele.
A primeira caixa foi a mais difícil de fechar.
Luna passou a mão pelos objetos como quem acaricia fragmentos de si mesma: cadernos da faculdade, protótipos antigos do aplicativo, a caneca azul-clara que Sophia dera logo após a primeira apresentação, uma echarpe esquecida no fundo da gaveta que ainda cheirava a perfume barato e noites mal dormidas.
— A gente tá mesmo fazendo isso, né? — murmurou, sentada entre caixas e sacolas, com o sol da tarde entrando pelas janelas.
— Estamos. E não tem m