O lençol escorregou pelas costas dela como uma onda recuando na areia — suave, inevitável. E eu nem pisquei. Só fiquei ali, observando cada movimento dela enquanto saía da cama. Sadie caminhava nua até o banheiro, e a luz da manhã filtrada pelas cortinas dourava a pele dela com uma delicadeza absurda, como se o sol quisesse pintá-la só pra mim. Uma obra-prima viva.
Os quadris dela balançavam num ritmo que me deixava idiota. Fome. Era isso que eu sentia. Fome de algo que já era meu, mas que nunc