O quarto ainda carregava o calor da noite passada. A luz filtrada pelas persianas riscava o lençol amassado em faixas douradas, dançando sobre os ombros nus de Sadie, sobre os contornos do que tínhamos acabado de viver, como se o tempo se recusasse a seguir em frente. Eu a olhava — meu Deus, como eu a olhava. E era impossível não olhar. Cada vez que meus olhos encontravam os dela, era como cair. Como ser tragado por marés profundas demais pra nadar de volta.
Ela se moveu devagar. Quase como se