O cheiro de café fresco sempre foi uma das minhas coisas favoritas no mundo. Naquela manhã, ele parecia ainda mais intenso, espalhando-se pela cozinha como um abraço silencioso. Eu girava lentamente a colher dentro da minha caneca azul — a mesma que Alec insistia em chamar de “a sua favorita”, mesmo que eu jurasse já ter usado pelo menos outras cinco canecas diferentes naquela semana.
Mas ele sempre dizia que essa era a minha.
E, de algum jeito, aquilo acabava sendo verdade.
Do outro lado da ba