Eu a observava rir baixinho enquanto remexia na minha geladeira, usando nada além de uma das minhas camisas. Grande demais no corpo dela, os ombros perdidos no tecido, as mangas dobradas até os cotovelos. A barra caía quase até a metade das coxas, exibindo só o suficiente para me deixar completamente fora de qualquer noção de foco. Não era provocação calculada. Era pior. Era natural.
Encostei no batente da porta da cozinha, os braços cruzados, assistindo àquela cena com um tipo de atenção que v