Eduardo não dormiu naquela noite.
Estava sentado na poltrona de couro do escritório, camisa social semiaberta, o laço da gravata solto, o copo de uísque intacto sobre a mesa.
Seus olhos fixos no nada. Ou melhor, no tudo que aquela mulher mascarada despertara.
Era ela… murmurou pela décima vez, como se a repetição fosse capaz de transformar a suspeita em certeza.
A mente repassava cada detalhe.
O perfume floral suave. O toque leve da mão pequena. O calor delicado da cintura sob seus ded