Kaleo
O mundo tem um talento especial para fingir normalidade quando a podridão transborda pelas bordas.
A sala de eventos parecia um altar ao bom gosto, lustres iluminados prontos para esconder a escuridão que habita em cada ser, champanhe abrindo em sussurros, orquestra discreta, gente rica treinada para sorrir mesmo com o dente quebrado.
E lá estava ela, a minha diabinha, com um vestido cor de noite e a postura ereta de quem ainda insiste em carregar um castelo nas costas. Bart havia implo