Kaleo
A chuva tinha recomeçado, fina e insistente, quando encontrei Layla duas quadras depois, sentada no degrau de uma loja fechada. O vestido grudava no corpo, o cabelo pesado, as mãos nos joelhos como quem sustenta o próprio mundo.
Eu parei a dois passos. Não toquei. Respeitei o tamanho do silêncio.
— Vai embora. — ela disse, sem erguer a cabeça.
— Não.
— Eu não quero você.
— Eu sei. — Tirei o casaco e coloquei sobre os ombros dela — Não estou aqui para querer nada.
Ela mordeu o lábio até ti