Layla
A chuva batia nos vidros do ônibus como se o céu tivesse decidido rasgar a cidade em gotas afiadas. Eu poderia ter ido direto para casa, poderia ter fingido que não vi mensagens frias, poderia ter me escondido debaixo do cobertor e rezado para que a dúvida dormisse antes de mim. Mas não. Eu precisava ver Bart. Precisava confirmar com os próprios olhos que eu ainda não estava enlouquecendo.
Desci duas ruas antes do prédio onde ele trabalhava. Andei rápido, o guarda-chuva virando quase um i