Layla
O beijo começou de pé, deslizou pela sala, encostou no piano, bateu no vidro da varanda com a cidade por testemunha. As mãos dele sabiam de mim como quem já amou este mapa noutras vidas, as minhas reconheciam nele o alívio de estar de volta.
— Dói? — perguntei, roçando os lábios perto do ombro, mas com a ponta dos dedos no curativo.
— Só o que me mantém vivo. — ele respondeu, engolindo um gemido quando meus dedos traçaram um caminho acima da atadura.
— Então deixa doer de um jeito bom.
E