Kaleo
O telefone vibrou de madrugada. Uma voz trêmula do outro lado, um dos meus homens, me disse o que eu já temia: Bart tinha desaparecido com Layla. Ela me pediu para ficar um final de semana só com a família dela já que nós iríamos viajar por uma semana… grande tolo eu sou.
O sangue gelou, depois ferveu. O som da chuva contra os vidros da cobertura parecia zombar da minha calma. Levantei da poltrona como quem levanta de um túmulo, e tudo em mim voltou a ser instinto.
— Onde? — rosnei.
— “Um galpão na zona portuária. Tem homens armados. Parece que ele quer fazer um espetáculo.”
Sorri de canto, aquele sorriso que meus inimigos chamam de aviso de morte.
— Então ele vai ter o ato final. — Encerrei a ligação.
Peguei a arma da gaveta, mas não foi a arma que me deu coragem. Foi o nome dela. Layla.
No carro, atravessando as ruas desertas, pensei no caminho inteiro que percorri até aqui. Tudo começou com Adrian. A raiva, a vingança, o ódio que me alimentava. Sempre foi sobre ele.
Até que