Layla
Os dias depois do galpão cheiraram a antisséptico e chuva. A cidade se moveu sozinha, como se precisasse provar que ninguém é imprescindível.
Na cobertura, eu aprendi a abrir e fechar curativos como quem decifra um idioma novo. A pele de Kaleo, cortada no abdômen, pedia paciência ele, como sempre, pedia controle.
— Não precisa olhar assim. — ele resmungou, apoiado na beira da cama — Já vi feridas piores.
— Não no meu homem. — respondi, cortando a fita do curativo — Fica quieto.
— Eu não