LaylaSe alguém me perguntasse como eu gostaria de ser lembrada, eu responderia sem pensar: como alguém que fez diferença. Pode soar piegas, mas é a verdade. Desde menina, minha vida sempre foi sobre cuidar, de animais perdidos, de vizinhos que precisavam de companhia, de qualquer causa que ninguém parecia se importar.É por isso que trabalho na ONG Terra & Vida. Ali, entre cães assustados, gatos ariscos e crianças que chegam em busca de afeto, eu sinto que meu coração bate mais forte. Propósito não paga boletos, mas alimenta a alma.— Layla, você não vai almoçar? — Helen, minha irmã do meio, grita da cozinha enquanto atravesso o corredor, tentando amarrar o cabelo e achar meus documentos ao mesmo tempo.— Não tenho tempo! — respondo, tropeçando na própria bolsa.— Você nunca tem. — ela retruca, rindo, e joga uma maçã na minha direção — Se desmaiar, não diga que não avisei.Helen é assim, cheia de piadas, exageros dramáticos e tiradas de novela mexicana. Já Bianca, a mais velha, é a
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