Layla
Cafés sempre foram meu refúgio favorito. Xícara quente, conversa morna, pessoas distraídas com a própria vida. Café é vida. Escolhi uma mesa perto da vitrine, o sol filtrado em faixas, e tentei convencer meu coração a caminhar no mesmo passo do relógio da parede.
Soraya chegou primeiro, como tinha combinado. Vestido justo, sorriso de propaganda, perfume que entra antes dela.
— Amiga! — Ela me abraçou forte demais, como se quisesse me dobrar ao meio — Que saudade.
— Senta. — Apontei a cade