Layla
Saí do café com o coração batendo na boca e a pergunta grudada no paladar. Por que o algoz parece mais real do que o homem que eu amo? O sol, do lado de fora, me feriu como castigo para uma pecadora compulsiva.
Eu precisava de silêncio. Eu precisava de uma porta fechada.
Subi as escadas do meu prédio contando degraus… um, dois, três, como se números fossem antídotos. Abri as três fechaduras, entrei, encostei a porta, soltei a bolsa no sofá e encostei a testa na madeira.
Duas batidas pausa