O galpão cheirava a ferro e óleo velho. O som ritmado de gotas caindo no chão ecoava como um relógio impaciente.
Valentina atravessou o espaço com passos firmes, os saltos cortando o silêncio. Dominic continuava encostado no carro, o olhar cravado nela — frio, calculado, quase predatório.
— Está com raiva? — perguntou ele, abrindo o paletó e revelando a arma presa ao coldre, como um lembrete de quem mandava ali.
— Só quero entender o motivo da encenação — ela rebateu. — O que aconteceu no