Rafael guiou Helena por um túnel subterrâneo que partia de uma antiga propriedade nos arredores da cidade. As paredes, úmidas e cobertas de limo, guardavam segredos de décadas. O ar estava carregado de tensão e umidade, como se cada passo os levasse mais fundo na verdade — e no perigo.
— Esse lugar foi construído durante a ditadura — explicou Rafael. — Era um dos esconderijos usados pelo Conselho para reuniões clandestinas. Nenhum sistema moderno consegue rastrear sinal aqui. E ninguém entra sem