Era como cair para dentro de um espelho que não refletia nada.
Elô gritou, mas nenhum som saiu.
O ar era espesso, como se estivesse sendo sugado para dentro de sua própria mente.
O chão desapareceu.
O teto, também.
Não havia cima, nem baixo.
Apenas um vácuo preenchido por fragmentos de vozes que ela não reconhecia — mas que pareciam lhe pertencer.
“Não fale agora, Elô.”
“Você está exagerando.”
“Meninas não sentem isso.”
“Não foi tão ruim assim.”
Vozes com cheiro de repressão, tom de educação po