O domingo amanheceu lento, como se a cidade tivesse gastado toda a energia no dia anterior. Isadora despertou com o corpo cansado, mas sem aquela vertigem que vinha junto do medo. Ficou alguns minutos deitada, ouvindo os sons da rua — um vendedor de frutas montando a banca, alguém varrendo a calçada, o latido breve de um cão — e deixou a mente voltar, inevitavelmente, ao rosto de Gabriel na livraria. Ele tinha aparecido, como prometera no bilhete, e no entanto… ela não cedeu. A lembrança de ter