O sábado começou cedo, com passos apressados ecoando pela calçada diante da livraria. Não havia solenidade oficial, nem fitas de inauguração, mas havia expectativa no ar. O mutirão da Casa da Palavra se tornara ponto de encontro: vizinhos traziam baldes, pincéis, ferramentas improvisadas. Crianças carregavam latas de tinta como se fossem tesouros; jovens se revezavam entre escadas e rodos. O cheiro de tinta fresca misturava-se ao de café passado no balcão, enquanto as janelas eram abertas para