O amanhecer chegou com um brilho limpo sobre as fachadas antigas, e Isadora sentiu no corpo o chamado de um dia que pedia lugar para nascer. A livraria despertava antes da rua: cadeiras encostadas nas paredes, mesas empurradas para o centro, uma jarra de café que o gerente encheu de propósito, como quem prepara não apenas uma reunião, mas um rito. O convite circulou de boca em boca durante a semana: “assembleia aberta para decidir o futuro do espaço”. Não havia pauta impressa, mas havia urgênci