A manhã nasceu lenta, envolta em um silêncio que parecia feito de ouro. O sol filtrava-se por entre as folhas da mangueira, desenhando sombras dançantes no chão de terra batida. O cheiro do café recém-passado misturava-se ao perfume das flores que cresciam junto à varanda. Isadora abriu as janelas e respirou fundo, como quem sorve o mundo inteiro em um só fôlego. A paz que sentia agora não era ausência de movimento — era equilíbrio.
Rafael já estava no quintal, mexendo na cerca nova que constru