12. TALVES MIGUEL FOSSE A ÚNICA VERDADE
Ao chegar em casa, Deise deixou a bolsa cair no chão da sala, chutou os sapatos para longe e seguiu direto para o quarto. Cada passo parecia mais leve, como se a coragem que tivera naquela noite tivesse tirado um peso antigo de seus ombros. Entrou no quarto sem nem acender a luz. Precisava de silêncio. De sombra. De paz.
Deitou-se na cama ainda com a roupa do jantar que não aconteceu. Seu corpo cansado afundou no colchão macio, mas sua mente continuava agitada. As palavras ditas — e, principalm