POV CATARINA
A fita já tinha aberto a pele dos meus pulsos. Cada movimento, por menor que fosse, arrancava pequenas gotas de sangue que escorriam quentes até secarem em crostas grossas. A cada vez que eu tentava me soltar, a dor aumentava, como se a fita fosse uma serpente se apertando mais fundo em minha carne.
O galpão fedia. Era um cheiro de ferrugem misturado a óleo velho, madeira úmida e pó acumulado por décadas. As lâmpadas, presas a fios descascados, balançavam no teto. Ora iluminavam o