Mundo de ficçãoIniciar sessãoAmélia largou tudo no Brasil para recomeçar do zero em um vilarejo à beira-mar na Itália. Com coragem e uma pitada de loucura, comprou uma casa de um euro, reformou os escombros com as próprias mãos e abriu um restaurante que logo se tornou o coração da comunidade. Entre panelas, vinho e madrugadas cansativas, ela redescobriu sua força, mas o que não esperava era cruzar o caminho de Oliver, o que começa como uma amizade regada a vinho e risadas vira algo mais profundo. Destino – Itália é uma história sobre recomeços, pertencimento, e a descoberta de que o amor também pode ser uma forma de lar.
Ler maiseu coração batia tão forte que eu podia senti-lo pulsar nos ouvidos.A multidão ao meu redor era uma onda vermelha de fervor, gritando o nome da Ferrari como se suas vidas dependessem daquilo, mas nada ao meu redor era tão intenso quanto o que eu sentia ao ver Oliver na pista. O telão mostrava cada curva que ele fazia, cada movimento calculado no limite, ele defendia a liderança com tudo que tinha, os pneus desgastados traindo sua estabilidade, mas sua determinação era mais forte.Cinco voltas.Mick VanDijk pressionava, a ameaça era real, Qualquer erro ou deslize, e a vitória escorreria pelos dedos.— Ele vai conseguir, não vai? — Minha voz saiu mais baixa do que eu queria, quase um sussurro para mim mesma.— Se tem alguém que pode segurar isso, é o Oliver. — O tom de Alexander, seu primo era firme, mas mesmo ele parecia prender a respiração.No outro lado, Lars, assessor de Oliver, mantinha os braços cruzados, os olhos fixos na tela, como se pudesse controlar o destino com o olhar.D
O apartamento de Oliver para o fim de semana era espaçoso, mas com todos reunidos ali, parecia menor. O cheiro da comida misturado às conversas e risadas criava um clima acolhedor e caótico ao mesmo tempo, eu ainda não estava completamente acostumada a estar cercada por pilotos e suas histórias insanas, mas, aos poucos ia me ajustando.Estava na cozinha, cortando pedaços de pão para as entradas, quando Theo apareceu ao meu lado, casualmente roubando um pedaço e colocando na boca antes que eu pudesse impedi-lo.— Se continuar assim, não vai sobrar nada para o jantar. — Reclamei, tentando dar um tapa na mão dele.— Esse é o risco de ter algo tão bom ao alcance das mãos, Amelia.— Ele piscou, convencido.— Lá vem ele com o charme barato.— Patrick passou atrás de nós, pegando uma cerveja da geladeira. — Espero que esteja economizando essas cantadas para a corrida, porque vai precisar.— Eu não preciso de cantadas, Patrick. Meu talento natural fala por si. — Theo rebateu.Rolei os olhos, m
Eu estava cercada pelo som ensurdecedor dos motores, o cheiro de gasolina e borracha queimada e um mar de pessoas apressadas, todas com um propósito muito claro.Oliver tinha me convidado para acompanhar um final de semana de corrida em Monza já que era mais próximo de casa, algo que a princípio recusei, alegando trabalho no restaurante, mas ele insistiu. “Você sempre trabalha, Amelia. Tira um tempo pra viver algo diferente.” Então, depois de muito relutar e deixar tudo organizado no restaurante, aceitei.Desde aquela noite as coisas entre nós tinham ficado mais fortes, se antes eu tentava me enganar, agora eu tinha desistido e aceitado a realidade, meus sentimentos por ele eram mistos e todos bons, nosso acordo tinha sido a segunda melhor decisão daquela noite e como dois adultos seguimos nossas vidas, além de nós ninguém precisava saber o que tínhamos ou não feito. Apesar de que pelo olhar que ganhei de Theodore hoje ele tinha certeza que algo havia acontecido.- Bom dia bonita – el
As horas foram passando a música alta vibrava pelo salão, as luzes coloridas piscavam em tons de vermelho e azul e eu já sentia o efeito do álcool me deixando mais leve, mais solta. Oliver sorriu para mim, os olhos brilhando com aquele jeito travesso que ele sempre tinha quando estava se divertindo. — Vamos dançar. — O piloto segurou minha mão, puxando-me para o meio da pista. — Eu não sei se é uma boa ideia — protestei, mesmo enquanto me deixava levar. Meu corpo já se movia ao ritmo da música, sentindo a batida pulsar no peito. — É só sentir a música. — Ele se aproximou um pouco mais, as mãos deslizando até minha cintura, meus batimentos aumentaram. A proximidade dele me afetava mais do que eu queria admitir. O calor do seu corpo, o cheiro do perfume misturado com algo unicamente dele, tudo me fazia esquecer do mundo ao redor, nos movíamos juntos, lentamente no começo, até que o ritmo foi nos guiando para algo mais solto, mais natural. — Viu? — Ele sussurrou perto do me










Último capítulo