O céu sobre São Paulo era cinza quando pousei. Mas não era o clima que carregava o peso do momento — era o que eu trazia dentro de mim. Ravena havia fugido, mas o rastro que deixou não era limpo. Ele estava escondido, sim. Mas não apagado. E como uma sombra que persegue o assassino na noite, eu iria alcançá-lo.
Ao sair do aeroporto, um carro preto me aguardava. Augusto estava ao volante. O rosto abatido, mais magro, o olhar turvo. Ele não disse nada. Só abriu a porta traseira, como quem entende