O mar do Uruguai desapareceu no retrovisor, mas sua sombra ainda me perseguia.
Voltei ao Brasil sem glória. Sem medalha. Sem rosto.
Israel Ravena agora era um nome nas manchetes policiais, mas a vitória não tinha gosto. Era como mastigar vidro: amargo, áspero, cortante. Eu não o matei. Mas a ferida dentro de mim ainda sangrava.
Na chegada, Marcelo me esperava no saguão do aeroporto de Congonhas. Rosto tenso, mas aliviado.
— Já divulgaram a denúncia. Está em todos os jornais. Os federais vão foc