Os dias seguintes caminharam com uma lentidão estranha, como se o tempo tivesse decidido observar Henrique de perto. Nada de grandes explosões, nenhuma cena dramática. Apenas o desconforto constante de quem abriu uma porta que não pode mais fechar.
Diana mudou primeiro no silêncio. Não cobrava, não perguntava, não investigava. Cumpria a rotina com uma precisão quase clínica. Preparava o café, organizava a casa, ajudava o filho com as tarefas. Mas havia algo novo ali: distância emocional. Não er