A janela do quarto do hotel dava para a serra iluminada apenas pela lua. O vento daquela noite fria de Nova Petrópolis fazia as árvores balançarem de leve, como se sussurrassem histórias antigas. Guilherme estava sentado na poltrona, o copo de whisky na mão, deixando o gelo derreter sem pressa. Ele não estava ali para beber. Estava ali para lembrar.
Era a primeira vez, em doze anos, que ele pisava naquela cidade.
O mesmo lugar onde um dia amou e um dia fugiu.
A ironia era cruel — os destinos se