Capítulo 32 — O Lado Oculto do Vento
Quando deixaram o cais, o porto ainda parecia vigiar. A névoa tinha baixado um pouco, mas havia um silêncio de quem viu mais do que vai contar. Rafael caminhava ao lado de Helena com a respiração ainda descompassada — não pelo homem encapuzado, mas pelo que veio depois: o jeito como ela tomou o punhal dele, o jeito como o olhou e disse “não sou eu quem precisa de proteção”.
Isso doía e atraía na mesma medida.
— Aquele homem não veio para mim — ele disse, que