Capítulo 26 — O Eco do Silêncio
O primeiro som que Rafael ouviu não foi o da cidade: foi o do porto. Um som de madeira e água — das ondas batendo no casco, dos mastros estalando devagar, do guindaste que nunca dorme. Depois veio o apito curto de uma empilhadeira. A manhã tinha chegado antes dele.
Apalpou o lençol, procurando o corpo de Helena. Toque frio.
— Claro… — murmurou, meio rindo de si, meio irritado. — Rainhas não acordam na mesma cama.
Levantou devagar. O corpo lembrava cada segundo da